sábado, 12 de junho de 2010

Jogo de ladrões


Nesse jogo não há nada que nunca tenhamos ouvido falar, para ser mais específica, cada um de nós vivencia esse jogo, porém nessa partida nós não jogamos, somos apenas as peças,manuseadas por mãos grandes e olhos atentos cheios de ambições.
Tudo é minuciosamente estratégico, cada peça tem que ser movida de modo que cause impactos ocultos, para que nenhuma das "peças" saiba quais foram as reais intenções.
É como um jogo de xadrez, há um tabuleiro, as peças e os jogadores, que visam em derrotar seu oponente, oque diferencia do jogo de xadrez é que nesse não se tem honestidade alguma, alias quem entra nele, obviamente já tenha deixado de lado a sua a tempos.
A rodada, segue como um único propósito, conquistar o tabuleiro inteiro, e ter cada vez mais domínio sobre cada peça, entre os adversários há apenas sarcasmo e falsidade.
Como em um jogo ambas as partes se divertem, riem e saem proveitosas de suas jogadas bem executadas, mas sempre que um lado vence outro tem que perder. Para que um rei vença é necessário que muitos peões saiam do tabuleiro.

Velho amigo



Nada é mais como antes, agora tudo esta diferente entre nós, você mando eu ir e eu fui, mais eu decidi voltar, voltar por você, por nós, pela nossa amizade, más quando cheguei você não estava mais, meu velho amigo partiu, e levou todas nossas lembranças, sobre olhos tristes a única coisa que encontrei foi um coração triste, jogado em um canto...

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dialogando com o leitor


Acho interessante conhecer um pouco da pessoa que esta por traz dos textos, crônicas, poemas enfim de tudo que lemos por ai. Meu nome de verdade não é Idah como muitos pensam, e sim Idailze Pereira dos Passos, Pereira do meu pai e Passos da minha mãe (alias ela já tinha Pereira antes de casar) então caso eles quisessem meu nome poderia ser Idailze Pereira², interessante, não?
Mas vamos lá, deixando as brincadeiras de lado, nunca havia passado pela minha cabeça postar meus "rabiscos" na internet, expor para todos tipos de julgamentos e críticas, eu sempre escrevi porque gostava mesmo, não que tivesse qualquer outro interesse, como ser escrever um livro ou trabalhar com algo do tipo, foi quando eu mostrei um dos textos que tinha escrito para um amigo, o que gostou muito, resolvi mostrar a mais pessoas então, para ter mais opiniões e graças a Deus todo mundo gostou, foi então que comecei postar no myspace, depois fiz o blog.
Meus objetivos são apenas, mostrar de maneira transparente, alegre e um tanto cômica as coisas que acontecem na vida de todos, e com uma linguagem simples, para que todos entendam. Falando nisso, nunca fui de usar palavras difíceis, e para ser sincera, não gosto de ler textos com seqüência de palavras que nem sempre são usadas normalmente, também não acho conveniente usar infinitas palavras sofisticadas sem ao menos saber o significado, é como vejo muito por aí, falam e falam, mais não falam nada.
Enfim, espero aprender cada vez mais e claro prestar atenção em tudo a minha volta, para repassar à vocês de maneira sutil e agradável.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Coisas que mamãe dizia


Quem é que não tem milhões de superstições ou macetes que sua mãe contava na sua infância e sempre levava ao pé da letra? Muitas dessas levamos discretamente até ficarmos adultos, nos traz um gostinho da infância lembranças dos velhos tempos. Quando crescemos e somos tomados pelas responsabilidades e o dever de cuidarmos sozinhos de nossas próprias vidas, acaba-se deixando de lado muitas das coisas que nossas lindas mães diziam.
Porém as que nos causavam um certo medo ou cisma, levamos conosco sempre. Eu mesma em meus 20 anos, ainda tenho receio de engolir chicletes porque minha mãe dizia que grudava nas tripas, como dizia também que ao roer unhas, os pedaços engolidos às furavam.
Mamãe disse esta dito! Quem é que quer desobedecer sua mãe? Eu não!
Há muitas outras coisas ditas por essas mulheres que tem o dom de ser mães, não que elas queiram nos amedrontar, é só um jeitinho de cuidar que só elas sabem fazer.
Mamãe sempre me disse que:
- Sempre temos que respeitar os mais velhos
- Se ficar vesgo e bater um vento ficamos assim para sempre
- Se mastigar na frente do espelho a boca fica torta
- Fermento cresce no estômago
- Não se pode comer e tomar banho em seguida
- Se varrer o pé não casa mais
- Se deixar o chinelo virado morre
- Se cair da árvore e quebrar o pescoço levamos uma surra depois
São coisas engraçadas e gostosas de lembrar, ao mesmo tempo que rimos, ainda respeitamos, e vai ser assim sempre, são coisas de mãe para filho, faz parte da história de todos.
E se eu acredito nessas coisas? Já volto, esqueci meu chinelo virado no quarto!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Vontade não sei doque




Sentir uma vontade absurda de algo que não sabemos o que é, revirar coisas atrás de algo anônimo, abrir e fechar a geladeira milhões de vezes atrás de algo delicioso que não sabe-se nem dizer se é doce ou salgado, apenas que se tem vontade.
Isso acontece com todo mundo, e não se sabe como essa vontade vem, ou como ela vai, já que não sabemos o que é, então fica quase impossível saciá-la, eu definiria isso não como uma vontade mais sim como um estorvo, por não saber o que queremos isso acaba virando um incomodo, ficar procurando por algo que não se faz idéia do que posso ser, más que queremos muito.
É não tem jeito, vai ser sempre uma busca sem sucesso, e temos que estar sempre prontos porque quando menos se espera, la esta ela, nos fazendo ficar loucos,atrás de não sei o que...

Confissões de um louco




De repente me vi em um lugar estranho, eram apenas quatro paredes, com uma espécie de estofado, mil coisas passaram na minha cabeça em apenas alguns segundos, a primeira delas fora, o que eu estaria fazendo ali. Tentei tocar a porta para sair, mais meus braços não se movimentavam, estavam presos para traz, quanto mais usava da força para tentar me soltar o cansaço me dominava e me jogava ao chão. Tentei lembrar as ultimas coisas que fiz antes de estar ali, para achar uma resposta para estar naquele lugar, sozinho, e impedido de me movimentar minhas mãos.
As mãos eram minhas meu Deus, o que de tão errado havia de ter feito para impedirem de usar algo meu, uma parte do meu corpo, para que me trancassem e amarrassem, havia matado alguém, teria feito algo tão ruim assim?
Então as alternativas do que supostamente eu haveria feito começaram a me assustar, senti um medo que nunca senti na vida, de repente me vi criança querendo o colo da minha mãe, tudo que mais queria era me sentir protegido, más isso era a única coisa que eu não tinha ali, proteção.
Eu não entendia, nada fazia sentindo na minha cabeça, tudo era confuso, as poucas coisas que conseguia lembrar eram imagens distorcidas, segundos depois de conseguir lembrar alguma coisa já à esquecia. Porque seria?
Onde estão todos, porque haveriam de me deixar aqui, eu sentia medo, e procurava refugio no canto das paredes, foi quando a porta se abriu, e vi parado na minha frente um homem vestido de branco, me perguntava se estava calmo, se já me sentia melhor, mais eu não lembrava de ter ficado nervoso, e nem de estar mal.
Lhe perguntei o que eu fazia naquele lugar, que eu não sabia o motivo de estar ali, então com um sorriso sarcástico, como se não acreditasse em uma palavra que eu dizia, ele disse de um jeito que meu corpo tremeu, minhas mãos suaram frio, e suas palavras fizeram eco na minha cabeça, ele disse friamente que eu estava louco.
Louco? Como poderia estar louco, eu estava em sã consciência, apenas não lembrava do motivo pelo qual eu fui para ali, gritei durante alguns minutos, chorei durante horas, e me acalmei, assim que comecei a raciocinar que louco sempre diz que não é louco, que louco grita ou fica quieto demais, e louco eu não sou.
Eu mantive meu controle durante muito tempo, não gritei, não chorei, e nem disse que não era
louco, apesar de tudo isso eu ainda estou aqui, eu sei que ninguém acredita em loucos, mais essa é a mais pura verdade, eu juro, não sou louco.

Selva de Pedra




A selva sofre mutações a cada dia, as pessoas que vivem nela ja não prestam atenção em mais nada e se adaptam sem ao menos perceber que ela muda a todo tempo. Ninguém é mais como antes, seu ritmo transforma as pessoas e ha transforma também em uma espécie de metamorfose que conseqüentemente muda tudo que esta ao seu redor.
O seu caos enlouquece as pessoas, as torna vulneráveis a qualquer estresse, as faz perderem os modos, e a perderem a capacidade de prestar atenção nos pequenos detalhes da vida.
A quem reside nela, nada é mais como antes, a selva não deixa mais as pessoas respirarem direito, em muitas causa repugnância, em outras causa medo, dor, saudade.
A selva, que era pra ser selva, substitui as arvores por casas sobre casas, os animais por pessoas, e a há também aqueles que são vistos como animais, pois comem do lixo e rastejam pelo chão, isso para alguns, porque aos olhos de muitos nem são percebidos.
Ela é como é um vício para muitos, e para outros é como um objeto de conquista, muitos querem estar nela, dos que chegam, poucos a conseguem deixar, já não se tem mais para onde crescer, más espaço não é problema, porque ela não para, nunca vai parar.