sexta-feira, 4 de junho de 2010

Confissões de um louco




De repente me vi em um lugar estranho, eram apenas quatro paredes, com uma espécie de estofado, mil coisas passaram na minha cabeça em apenas alguns segundos, a primeira delas fora, o que eu estaria fazendo ali. Tentei tocar a porta para sair, mais meus braços não se movimentavam, estavam presos para traz, quanto mais usava da força para tentar me soltar o cansaço me dominava e me jogava ao chão. Tentei lembrar as ultimas coisas que fiz antes de estar ali, para achar uma resposta para estar naquele lugar, sozinho, e impedido de me movimentar minhas mãos.
As mãos eram minhas meu Deus, o que de tão errado havia de ter feito para impedirem de usar algo meu, uma parte do meu corpo, para que me trancassem e amarrassem, havia matado alguém, teria feito algo tão ruim assim?
Então as alternativas do que supostamente eu haveria feito começaram a me assustar, senti um medo que nunca senti na vida, de repente me vi criança querendo o colo da minha mãe, tudo que mais queria era me sentir protegido, más isso era a única coisa que eu não tinha ali, proteção.
Eu não entendia, nada fazia sentindo na minha cabeça, tudo era confuso, as poucas coisas que conseguia lembrar eram imagens distorcidas, segundos depois de conseguir lembrar alguma coisa já à esquecia. Porque seria?
Onde estão todos, porque haveriam de me deixar aqui, eu sentia medo, e procurava refugio no canto das paredes, foi quando a porta se abriu, e vi parado na minha frente um homem vestido de branco, me perguntava se estava calmo, se já me sentia melhor, mais eu não lembrava de ter ficado nervoso, e nem de estar mal.
Lhe perguntei o que eu fazia naquele lugar, que eu não sabia o motivo de estar ali, então com um sorriso sarcástico, como se não acreditasse em uma palavra que eu dizia, ele disse de um jeito que meu corpo tremeu, minhas mãos suaram frio, e suas palavras fizeram eco na minha cabeça, ele disse friamente que eu estava louco.
Louco? Como poderia estar louco, eu estava em sã consciência, apenas não lembrava do motivo pelo qual eu fui para ali, gritei durante alguns minutos, chorei durante horas, e me acalmei, assim que comecei a raciocinar que louco sempre diz que não é louco, que louco grita ou fica quieto demais, e louco eu não sou.
Eu mantive meu controle durante muito tempo, não gritei, não chorei, e nem disse que não era
louco, apesar de tudo isso eu ainda estou aqui, eu sei que ninguém acredita em loucos, mais essa é a mais pura verdade, eu juro, não sou louco.

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